Por que nossas decisões nem sempre são racionais? (Parte 2)

Nós já falamos sobre alguns comportamentos que mostram como nossas decisões nem sempre são tomadas de forma racional, e como é importante entender isso para tomar as melhores decisões financeiras. (Veja a Parte 1)

Agora vamos mostrar outros comportamentos comuns: entendê-los irá conscientizar sua família e ajudar na educação financeira. Esses comportamentos foram apresentados pelos especialistas Neil Bendle e Philip Chen. Confira! 

1. Preferimos não perder, mesmo ganhando depois

A ideia de “aversão a perdas” é uma das mais fortes quando se trata de entender o comportamento das pessoas em relação a finanças e investimentos. Se você perde R$ 10,00 e depois encontra outros R$ 10,00, mesmo assim continua lamentando o dinheiro que perdeu (provavelmente pensando “puxa, agora eu poderia ter R$ 20,00!”).

Esse mecanismo de nossas mentes é apontado como uma das razões por que as pessoas tendem a pagar mais para não enfrentar a dor associada às possíveis perdas.

2. Quando pensamos em dinheiro, distribuímos ganhos em diferentes categorias

Não importa como ganhamos nosso dinheiro, ele sempre pode ser gasto com qualquer coisa que desejemos, certo?

Sim, é verdade! Mesmo assim, é muito comum fazermos algum tipo de “contabilidade mental”, seja na nossa cabeça ou na forma como lidamos com o dinheiro na prática. É mais fácil para a maioria das pessoas criar categorias e definir que o dinheiro que está na carteira é para gastar com determinada coisa e o da poupança, para outra.

3. Às vezes flexibilizamos nossa definição de honestidade…

Gostamos de pensar em nós mesmos como pessoas honestas, mas podemos ser bastante criativos na forma como definimos o que é ser honesto ou desonesto, quando se trata de algo que poderá nos favorecer. Muitas vezes somos mais compreensivos com nossos atos (“ah, vou pegar só um bombom a mais, ninguém vai reparar”) do que seríamos com os de outras pessoas. Por isso, para combater a tendência ao comportamento desonesto, é preciso criar mecanismos que façam com que as pessoas se sintam mal com suas próprias ações.

4. Quando calculamos as chances de algo acontecer, cometemos erros

No dia a dia precisamos avaliar a possibilidade de algo acontecer — e não só em relação à nossa vida financeira, mas em várias situações. O problema é que, ao fazer isso, tendemos a ignorar a frequência de determinados fatos e nos concentramos no que “parece ser”. O comportamento conhecido como “negligência com a taxa-base” é o que causa muitos dos nossos erros ao calcular mentalmente probabilidades.

5. Tenho muito ou pouco? Depende de quanto os outros têm!

Nosso sucesso é, muitas vezes, relativo. Exemplo: se ganho uma mesada de R$ 10,00 posso achar que é pouco comparado ao meu amigo que ganha R$15,00. Mas se, meu amigo ganha R$ 5,00, posso ficar satisfeito. Esse comportamento, conhecido como “orientação à competição”, acontece porque às vezes vencer os outros parece se tornar, por si só, um objetivo. Isso pode fazer que nossa avaliação não seja tão objetiva quanto deveria.

6. Achamos difícil diferenciar o improvável do praticamente impossível

Temos dificuldade para entender a diferença entre o pouco provável e o quase impossível. Exemplo: uma estudante que tira boas notas e que canta bem tem pequena chance de se tornar uma médica famosa (poucos profissionais conseguem isso), mas é praticamente impossível que ela se torne a próxima Anitta! O comportamento conhecido como “ênfase na menor probabilidade” é o que faz com que milhares de pessoas joguem na mega sena toda semana, mesmo que a chance de ganhar seja bem remota. 

7. Somos mais confiantes do que deveríamos

Costumamos dizer “nada é impossível” a nós mesmos,  para nos motivar a buscar um sonho grande. É importante ter planos e buscar realizá-los, mas às vezes somos muito otimistas ao avaliar as chances de eles darem errado. Por causa desse comportamento de “excesso de confiança” muitas pessoas gastam tempo demais perseguindo objetivos que não podem ser atingidos. É fundamental sermos realistas em nossas avaliações, especialmente quando se trata de investimentos!

Nossa solução:

O Blu By BS2 é um app de educação financeira para adolescentes, que disponibiliza de forma gratuita uma plataforma para ajudar sua família a transformar atividades domésticas e financeiras em desafios divertidos e alinhados ao desenvolvimento de habilidades que servirão para toda a vida.

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