3 tendências que vão mudar a forma como a próxima geração lida com dinheiro

Quando os adolescentes de hoje chegarem à vida adulta, será que vão lidar com o dinheiro da mesma forma que as gerações anteriores? Já sabemos que não: muita coisa está mudando no mundo das finanças e o banco do futuro será bem diferente do modelo a que estamos acostumados. Isso acontece, entre outros motivos, por causa de características próprias das novas gerações. Os jovens do século XXI são mais autônomos, dão muito valor a experiências compartilhadas, têm menor fidelidade a marcas e, apesar de valorizarem o contato pessoal, preferem fazer isso por meios digitais. Parece contraditório, mas vale lembrar que as novas gerações cresceram acostumadas a se relacionar em plataformas digitais. 

Saiba mais sobre como os adolescentes tomam decisões

Estudos sobre os jovens das chamadas gerações Y e Z (nascidos a partir da década de 1980) já identificaram alguns comportamentos comuns: eles preferem resolver os problemas sozinhos, sem precisar falar com ninguém — por exemplo, preferem entrar no chat ou em uma plataforma de atendimento automatizado do que tomar um cafezinho com o gerente do banco. 

Mas esta é uma mudança pequena perto do que vem por aí. Quer ficar por dentro do que nos espera no futuro dos bancos? Confira a lista de tendências que preparamos para antecipar como será o setor financeiro nos próximos anos.

1. Novos meios de pagamento

Já faz tempo que o dinheiro vivo, em notas e moedas, vem sendo substituído pelo chamado “dinheiro de plástico”, ou seja, os cartões de crédito e débito. Mas estamos na era digital, e sempre que alguma coisa do mundo material pode ser substituída por bytes, cedo ou tarde este caminho será adotado. Aqui no Brasil nós demos um passo na direção do dinheiro do futuro com o Pix, o meio de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central. Por ser uma forma prática e rápida de fazer pagamentos, em apenas dois meses o Pix já representava quase 80% de todas as transações bancárias efetuadas no país. 

A ideia é facilitar transferências de dinheiro entre pessoas ou empresas. Agora, não é mais necessário saber os dados bancários de alguém para fazer um depósito ou pagamento. Os recursos podem vir de uma conta corrente, poupança ou conta de pagamentos, e basta informar uma chave definida pela pessoa que vai receber — pode ser um e-mail, o CPF, o número do celular ou um código QR. A transferência é feita em segundos, em qualquer dia e horário, e na maioria dos casos não há pagamento de tarifa ao banco. É como se você estivesse entregando o dinheiro nas mãos da outra pessoa — com a diferença que essa transação acontece no meio digital. Ou seja, é uma solução sob medida para a geração que já nasceu usando a internet em todas as atividades do dia a dia.

2. Maior autonomia dos clientes

Outra novidade que vai mudar bastante a forma como nos relacionamos com os bancos é o chamado open banking. O nome em inglês parece complicado, mas na verdade é algo que vem para facilitar muito a vida de quem tem conta bancária. Para explicar de uma maneira simples: hoje em dia, quando você abre uma conta em banco, todos os seus dados são armazenados apenas pela instituição. Isso inclui seu histórico de crédito, seu perfil de uso, enfim, informações que com o tempo ajudam a definir se você é um bom pagador. 

Quando você vai usar uma linha de crédito do banco em que tem conta, isso pode ajudar a acessar opções com juros mais baixos. Mas e se você preferir, por qualquer motivo, fazer um parcelamento ou financiamento em outras instituições? Por não saberem quem você é, se costuma ou não pagar em dia, é bem provável que acabem cobrando taxas de juros mais altas, para se preservar de eventuais riscos de calote. Com o open banking, muda o enfoque sobre quem possui os dados: eles passam a ser considerados uma propriedade sua, e não do banco. Com isso, sempre que quiser ter acesso às informações do seu histórico de crédito, e outras, bastará solicitar à instituição e ela deverá transferir todos os dados para quem você definir. Assim o cliente terá muito mais liberdade para escolher com quem quer se relacionar — uma ideia que tem a cara de uma geração que não se prende a marcas e escolhe sempre os produtos que são mais vantajosos naquele momento. 

No Brasil, o conceito de open banking já está começando a ser adotado e até o final de 2021 deve ser totalmente implementado.

3. Criptomoedas

É cada vez mais comum ouvirmos falar em transações feitas com as chamadas criptomoedas. Talvez até você já tenha uma carteira de bitcoins ou outra cibermoeda. Mas apesar de serem relativamente conhecidas, nem todo mundo entende exatamente o que é esse novo tipo de dinheiro.

A principal diferença das criptomoedas para as moedas tradicionais é que elas são descentralizadas. Até o seu surgimento, só quem emitia dinheiro eram os governos de cada país. Agora, esses novos meios de pagamento não dependem da autoridade monetária para entrar em circulação. Isso se tornou possível a partir de 2009, quando uma pessoa com o pseudônimo de Satoshi Nakamoto propôs a utilização de uma tecnologia chamada blockchain e da criptografia para garantir a segurança das transferências de valores sem depender do dinheiro oficial. Em outras palavras, Nakamoto conseguiu criar um modelo de registro único, com sigilo total das informações, que possibilitou a verificação dos dados de cada operação feita com os bitcoins, a moeda criada por ele. Isso deu a confiabilidade necessária para que as criptomoedas passassem a ser adotadas como meio de pagamento para várias negociações em todo o mundo. 

A partir de então, outras surgiram seguindo o mesmo conceito: descentralização, anonimato e pagamentos efetuados rapidamente, sem cobrança de tarifas. Essas características têm tudo a ver com o comportamento das novas gerações, que são mais pragmáticas, autônomas e querem agilidade em todos os serviços que usam. 

Será que quando se trata de dinheiro a sua família está preparada para o futuro? Comece já a educação financeira com o Blu by BS2!

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